Da Extrema-Unção

Este texto é composto de perguntas e respostas sobre a doutrina do Sacramento da Extrema-Unção, extraídas do Catecismo Maior de São Pio X. Confira!

805. Que é o Sacramento da Extrema-Unção?

A Extrema-Unção é o Sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida.

806. Que efeitos produz o Sacramento da Extrema-Unção?

O Sacramento da Extrema-Unção produz os seguintes efeitos: 1º. aumenta a graça santificante; 2º. apaga os pecados veniais e também os mortais que o enfermo arrependido já não possa confessar; 3º. tira a fraqueza e languidez para o bem, que permanecem ainda depois de se ter alcançado o perdão dos pecados; 4º. dá força para suportar pacientemente o mal, para resistir às tentações, e para morrer santamente; 5º. ajuda a recuperar a saúde do corpo, se isso for útil à salvação da alma.

807. Em que tempo se deve receber a Extrema-Unção?

A Extrema-Unção deve receber-se quando a doença é grave, e, se possível, depois de o enfermo ter recebido os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia; e deve procurar-se que o enfermo a receba quando está ainda com plena consciência e com alguma esperança de vida.

808. Por que é bom que o enfermo receba a Extrema-Unção quando está ainda em plena consciência e com alguma esperança de vida?

É bom receber a Extrema-Unção quando o enfermo está ainda com plena consciência e com alguma esperança de vida porque, recebendo-a com melhores disposições, poderá obter maior proveito; e, além disso, como este Sacramento dá a saúde do corpo, se convém à alma, auxiliando assim as forças da natureza, não se deve estar à espera de que se desespere da cura.

809. Com que disposições se deve receber a Extrema-Unção?

As principais disposições para receber a Extrema-Unção são: estar em estado de graça, confiar na eficácia do Sacramento e na misericórdia divina, e resignar-se à vontade de Deus.

810. Que sentimento deve experimentar o enfermo à vista do Sacerdote?

À vista do Sacerdote, o enfermo deve experimentar sentimentos de gratidão para com Deus por lho ter enviado, deve recebê-lo de boa vontade, e, se puder, pedir para si mesmo os confortos da Religião.


São Pio X. Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã: Catecismo Maior de São Pio X. Edições Santo Tomás, 2005, p. 193-194.